terça-feira, 25 de junho de 2013

HÁ PEQUENAS COISAS NO MUNDO QUE NOS FAZEM PENSAR SOBRE AS GRANDES, AS COISAS QUE SÃO IMPOSSÍVEIS DE ENTENDER... ESTE SOU EU...

ACREDITAR NO IMPOSSÍVEL

É realmente inacreditável e impressionante como as coisas que vemos transformam nossas vidas. Vemos tantas pessoas lutarem por tantos objetivos que aprendemos a ver qual é realmente o nosso ou não. Às vezes acho que toda minha corrida tem sido em vão e meu coração já está quase sem forças para suportar tanta dor e desprezo.

Ultimamente tenho tentado me espelhar em fantasias, em contos, em histórias que me fazem chorar, em filmes que me contam algo ou alguma coisa ou alguém que eu gostaria de ser, ou alguém com quem eu gostaria de estar. Gostaria de ser visto, não apenas como se fosse um espectro ou algo fantasmagórico na vida das pessoas mais presentes na minha vida.

Eu me sinto atraído por pessoas pelo qual me identifico, e faria o possível e o impossível para chamar a atenção delas... isso parece ser terrivelmente ridículo, mas sim, é como me sinto.

Não tenho mais esperanças de ser o que, um dia, sonhei pra mim. Não vou ser um astro, um escritor famoso ou algo que apareça, sempre serei o que devo ser... algo tão pequeno, que talvez somente eu mesmo me veja e me reconheça. Não sou o mais capaz de criar, de expor, de compartilhar, de inovar, sou apenas capaz de ser o que meu coração diz, mas ainda me sinto tão irritante, burro, insignificante e ignorante que ainda vou ao encontro dele querendo confrontar sentimentos e ideais.

Sei que estarei só até que a velhice e a morte me conquistem e sejam minhas melhores amigas e companheiras.

Sei apenas que quando eu me deitar e fechar os olhos numa noite qualquer, imaginarei um vasto mundo de impossibilidades acontecendo e me iludindo ainda mais, onde tento ao máximo colocar meus pés no chão, mas, ao mesmo tempo, me sentindo livre para imaginar, chorar por todos os sonhos tentados, por tudo que imaginei ser e por todos em que eu tentei me espelhar.

Apenas sei que nada disso funciona, correr atrás de algo que eu choro para ter, mas que meu próprio coração me repele.

Apenas mais uma dor transcrita, mais uma lágrima chorada, mais um desespero enclausurado.

Sou eu este que descrevo com tanto desprezo?

Talvez sim, talvez não... Há realmente algo de mim aqui, mas não quer dizer que seja tudo.

Sendo eu ou não... Sou eu.


Estevão Karas

25/06/13 – 22:03hs

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