segunda-feira, 9 de agosto de 2010

TRAGO EM MEU CORAÇÃO UM FALSO SENTIMENTO DE UM PURO, ANTIGO E VERDADEIRO AMOR QUE NUNCA FORA ACREDITADO.

UM AMOR DIGNO DE PENA

Pensando que algo poderia ter mudado no momento em que eu vejo alguém muito especial para mim, me sinto estático, nada posso fazer. Passar despercebido? Vale a pena? Uma antiga paixão, de infância. Nesse momento apenas faz-se uma amizade. Constrangedor, na minha opinião, mas que deve ser esquecido. Em uma eternidade pensei que teria uma chance, uma oportunidade de quão feliz eu poderia fazer alguém ao meu lado. Não sei se sirvo para alguém, não para alguém que amo e amei de verdade. Por que as lágrimas da solidão e da desesperança doem tanto? Me sinto inútil, algo imprestável para muitos ou todos. Gostaria de gritar ao mundo tudo que eu sinto, mas nada sai, estou preso dentro de minhas próprias desilusões. Não tenho como agir só, muito menos por alguém que me deixou só durante quatro longos anos da minha vida. Gostaria de saber se todos nossos momentos juntos, poucos que tenham sido não fizeram valer nada? Penso que o mal poderia ter passado, muito pelo contrário, apenas começou. Nunca pensei que iria sofrer de verdade por alguém que sempre foi o único ser vivente na face da terra pelo qual dediquei todos os meu anos de existência ao lado dele. É cruel, doloroso e mudo. É uma coisa que prendo dentro de mim há anos e que continuará preso pelo resto da minha vida, suponho. Mas o que posso fazer? Nada, como todo o sempre, como sempre foi.

É absolutamente normal existir as “paixonites”, pessoas que acha que está apaixonado, mas na verdade quer apenas curtir. Verdadeiras paixões existem de verdade, e, de fato, sofremos por isso. Tenho minha paixão de muito tempo, que continuará a ser uma paixão fantasma, sombria, infundavelmente obscura. Posso dizer que matei todas as minhas saudades? Certo que não. Há muito mais que uma simples saudade me consumindo por ele. Até parece que aquela conversa de séculos atrás não surtiu o menor efeito. A única solução para este caso, é deixá-lo ao acaso. Fingir que nada aconteceu, que nada me feriu, que nada me lacerou um dia.

Posso ignorá-lo para sempre como se fosse uma “paixonite” qualquer e temer um futuro insólito e incerto para mim, como se ele nunca tivesse existido para mim um dia, há vários anos atrás que mudou completamente minha vida.

Choro de dor... de compaixão de mim mesmo, de ser excepcionalmente diferente de todos, mas essa doeu de verdade, muito. Os opostos se atraem... e os semelhantes mais ainda. Quero acreditar que todos os meus conceitos estão errados, para não mais precisar sofrer novamente.

Não posso misturar esses sentimentos e piedade e humilhação. É algo que acontece, algo que deve ser enterrado em lugares distantes e intocáveis, perdidos e irreconhecíveis, para que nunca volte à memória daquele que um dia sofreu e decidiu esquecer. Lavar as páginas sangrentas de um diário com lágrimas é o maior absurdo para com um verdadeiro amor. Por isso ignoro meus piores sentimentos e torno a viver eternamente só, como acho que sempre fui.

Estevão Karas
09/08/10

domingo, 28 de março de 2010

DEVO APENAS ENCARAR A REALIDADE DOS FATOS COMO ELA É. NÃO É NORMAL NEM NATURAL FORÇAR ALGO QUE PARA NÓS FAZ A VERDADEIRA DIFERENÇA , APENAS SER FELIZ.




O QUE VEJO DIANTE DE VOCÊ


Uma inspiração de descrever algo real,

Chocante e seguido de sucessivas lágrimas,

Onde o mundo em que piso torna impossível

Esse temível contato olho no olho.


Como algo que lhe agrada e desagrada ao mesmo tempo

Pode ser um veredicto para tal caso?

Sei o que vi, o que presenciei, o que, infelizmente, chorei.

Apenas um rasgo de dor ainda corroi meu peito,

Uma coisa que eu sei que sofrerei por um longo tempo,

Mas sem reclamar de nada, fingir que nada houve, que nada vi.

Olhar para o céu, nuvens cor-de-nuvem, sentir em meu colo

A tristeza e o atrevimento de lábios se tocando e rasgando o véu

Que lustrava e fazia brilhar meu ego e meu ser.

É altamente nauseante observar o que mais temia nessa vida.

Perdi algo, que para mim era torneável, era palpável.

Tive algo não totalmente perdido, que pude sentir

Entre meus dedos, a carícia de fios sedosos, como eram seus cabelos.


O que há de encontros, também há de desencontros,

O que há de certezas, também há de dúvidas e incertezas,

O que há de amigo, bem... não sei se dar continuidade a essa

Frase seria tão feliz de propor essa idéia.


Se souberes o quanto ainda o amo,

Não serias capaz de esbofetear meu rosto,

Lacerar meus olhos ou congelar minha alma

E minhas atitudes, que além de qualquer coisa, é só chorar.


Mais claro do que está é impossível ficar,

Sei que não mais devo me enganar sobre algo dito. Fato.

Mas que não pude, nem nunca poderei deixar passar ou deixar de

Olhar esses casos melindrosos que corrompem minha vista,

Algo que pra mim é imensamente importante e inesquecível.


Presumo não continuar a sofrer as lágrimas perdidas de sempre,

Mas esbanjá-las em coisa que venha a agradá-lo, como mim também.

Não pretendo que as repetidas badaladas de um velho sino continuem

A soar de forma melancólica e infundavelmente enigmática que tornam

Minha vida um processo de absolvição de conturbados fatos.


Gostaria que compreendesse minhas dores de nunca poder tê-lo,

De continuar sempre a amá-lo e nunca ter respostas.

De estar sempre sorrindo diante de situações que me tornam

Lastimável e criança em frente a muitas coisas e pessoas.

Não me prenda com sua profunda beleza,

Não devo mais achar que o que acho que surge para mim,

De fato é para mim.


Continuo a sofrer de amor, não mais por você,

Mas por meus desastrosos sentimentos de comoção,

Piedade e misericórdia de mim mesmo.


É algo desconcertante olhar uma bela feição com olhos

Que a qualquer segundo podem lhe devorar de amor e com amor.


Por favor, compreenda, sei que passarei o resto da minha vida a

Encará-lo, mas nada poderei fazer a não ser chorar as lágrimas da

Desesperança que eu mesmo plantei num solo rígido, arenoso

E sem fé.


Não mais poderei senti-lo, mas algo que me conforta muito sem estar

De fato diante de seus perfeitos olhos é acariciar suas belas mechas de

Cabelo que fizeram e fazem meus dias mais felizes.


Aprendi a amá-lo, como também a manter distância de algo que não é meu.


Aprendi a amá-lo como um excelentíssimo amigo para todas as horas.


Aprendi a vê-lo como realmente é, seguir seus passos e a vê-lo feliz a sua maneira.


Aprendi a ver o que realmente há diante de você.



Estevão Karas

28/03/2010